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Caso Henry: Pedido de Monique para prisão domiciliar é negado

Defesa alega que Monique Medeiros está sendo ameaçada na prisão

Redação Publicado em 31/01/2022, às 09h37

Foto de Monique Medeiros na prisão
Foto de Monique Medeiros na prisão - Divulgação/Polícia/Rio de Janeiro

No final da última semana, a Justiça do Rio de Janeiro negou um pedido de prisão domiciliar realizado pela defesa de Monique Medeiros. A mulher está presa após ser denunciada pela morte do próprio filho, Henry Borel, de 4 anos, em março de 2021.

Os advogados da ex-professora realizaram o pedido com a justificativa de que Medeiros estaria sofrendo ameaças na prisão. Em resposta, a decisão tomada pela juíza Elizabeth Machado Louro, da 2ª Vara Criminal da Capital, pontuou que o Estado garante a sua proteção.

De acordo com informações publicadas pela CNN, no último sábado, 29, a defesa também havia pedido para que o caso fosse tratado em sigilo. A Justiça também negou o pedido informando que Monique já havia se tornado um “rosto conhecido nacionalmente”.

Segundo o documento, “sua entrada ou saída de qualquer local seria, inevitavelmente, de conhecimento do público e, na sequência, também da imprensa”.

Apesar da decisão, a juíza determinou que a prisão em que Medeiros está, o Instituto Santo Expedito, informe com “estado de urgência o número de detentas que poderiam ocupar a mesma cela de Monique” com objetivo de “garantir sua segurança”.


Relembre o caso Henry

No domingo de 7 de março de 2021, o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henryna casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros foram indiciados por homicídio duplamente qualificado, como agravamento de tortura e recursos que dificultaram que o garoto se defendesse.