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Caso Jeffrey Epstein: 130 afirmam serem filhos do bilionário acusado de tráfico sexual

Site se dispôs a encontrar possíveis herdeiros do Epstein, que foi encontrado morto no ano passado

Caio Tortamano Publicado em 25/05/2020, às 13h09

Empresário Jeffrey Epstein
Empresário Jeffrey Epstein - Divulgação

Em uma plataforma virtual, 130 pessoas reivindicam a paternidade do investidor milionário Jeffrey Epstein, envolvido em um grande escândalo de pedofilia e encontrado morto na cadeia em que estava detido até agosto de 2019. O site foi criado por uma empresa de DNA, que alega que a vida sexual promíscua de Epstein tornava possível a existência de um herdeiro.

A fortuna do empresário morto está avaliada em mais de 600 milhões de dólares, e, caso alguma dessas pessoas seja, de fato, filho de Epstein, poderá recorrer legalmente a parte da fortuna. Harvey Morse, diretor do projeto, explicou que caso sua empresa, Morse Genealogical Services, tivesse acesso a um possível herdeiro, entraria na Justiça americana para a reivindicação de direitos.

O caso do empresário causou escândalo após alegações da existência de uma rede de tráfico sexual com menores de idade. Atualmente, sua herança está confiada em um grupo de investimentos assignado por ele, dois dias antes de morrer, em um testamento.

Apesar de existir possíveis herdeiros, o destino mais provável das propriedades do empresário — que incluem uma mansão em Manhattan, um rancho no Novo México, uma casa em Paris e duas ilhas privadas — seria um fundo de ajuda para as vítimas que Epstein deixou.