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Notícias / Crimes

Caso Moïse: Gilmar Mendes associa assassinato à grupos milicianos

“O MPRJ e o MPF precisam ir nessa área”, cobrou o ministro do STF

Fabio Previdelli Publicado em 07/02/2022, às 11h36

Moïse Kabamgabe em foto pessoal - Divulgação/ Arquivo Pessoal
Moïse Kabamgabe em foto pessoal - Divulgação/ Arquivo Pessoal

Em uma postagem no Twitter, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes declarou que a morte do congolês Moïse Kabagambe está associada ao domínio de milicianos na região e ao poder paralelo, que ocupa irregularmente algumas áreas.   

Mendes ainda cobrou que o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Rio de Janeiro” precisam ir nessa área”. Para ele, o caso possui "raízes no poder do Estado paralelo".

“A ocupação irregular de áreas estratégicas por grupos de milícias está por trás da crise da segurança pública. O MPRJ e o MPF precisam ir nessa área. O caso Moïse traça suas raízes no poder do Estado paralelo e na invisibilidade do controle armado”, escreveu. 

O ministro do STF já havia se pronunciado sobre o assassianto de Moïse anteriormente. Na última quarta-feira, 3, Gilmar Mendes falou que a morte do congolês ligava um alerta “para os riscos da intolerância, do racismo e da xenofobia no Brasil”. 

As imagens do crime brutal cometido contra o congolês Moïse Kabagambe alertam para os riscos da intolerância, do racismo e da xenofobia no Brasil. As lamentáveis cenas de ódio e barbárie precisam gerar uma reflexão mais ampla sobre as políticas de integração dos imigrantes”, tuitou.

O caso Moïse

No último dia 24 de janeiro, o jovem congolês Moïse Kagabamge, de 24 anos, foi espancado até a morte depois de cobrar o pagamento de seu salário atrasado. Ele trabalhava no Quiosque Tropicália, que fica próximo ao Posto 8, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Conforme relatado pela equipe do site do Aventuras na História, três suspeitos de terem assassinado o congolês foram presos preventivamente sob acusação de homicídio duplamente qualificado — por morte por meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. 

Gravações de câmeras de segurança apontam que o fatal episódio durou cerca de 15 minutos. De acordo com relatos de sua mãe, Ivana Lay, o filho iria cobrar o valor de dois dias de trabalho que não lhe haviam sido pagos.