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Caso Moïse: Suspeito se entrega à polícia do Rio

Moïse Kabamgabe, o jovem congolês de 24 anos, foi morto na última segunda-feira, 24, na Barra da Tijuca

Pamela Malva Publicado em 01/02/2022, às 16h30

Moïse Kabamgabe, jovem congolês morto no RJ na última semana
Moïse Kabamgabe, jovem congolês morto no RJ na última semana - Divulgação/ TV Globo

Na última segunda-feira, 24, o congolês Moïse Kabamgabe foi espancado até a morte na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Nesta terça-feira, 1, então, um homem que afirma ter participado das agressões se apresentou na Delegacia de Homicídios do Rio.

Segundo o G1, as investigações apontam que o espancamento de Moïse durou pelo menos 15 minutos. Nesse período, o jovem de 24 anos foi agredido por um grupo de cinco pessoas, que usaram pedaços de madeira, de acordo com testemunhas.

Moïse, que sofreu as agressões por supostamente cobrar um salário de R$ 200 por serviços prestados, foi encontrado pouco tempo depois, amarrado e sem vida. Sua família, no entanto, só soube da tragédia 12 horas mais tarde, já na terça-feira, 25.

Em entrevista ao SBT Rio, ao comentar sobre o caso, no entanto, o homem que se entregou afirmou que "ninguém devia nada" a Moïse. "Foi um fato que, no impulso, a gente [agiu]. [A gente] viu ele com a cadeira na mão e foi tentar ajudar o senhor", disse. 

Afirmando que o congolês teria sido agressivo, o homem também relatou que, por duas vezes, tentou se entregar à Polícia Civil desde a data do episódio, mas as autoridades ‘não aceitaram’. Segundo ele, "[os policiais] disseram que não tinham nada contra mim".

Além dos parentes de Moïse, os investigadores do caso também devem escutar o dono do quiosque onde a vítima teria trabalhado, na Barra da Tijuca. Imagens das câmeras de segurança do estabelecimento, inclusive, podem indicar os outros suspeitos do crime.