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Notícias / Rio de Janeiro

Caso Moïse: Testemunha diz que Guarda Municipal negou ajuda

O jovem congolês foi vítima fatal de espancamento em um quiosque no Rio de Janeiro

Penélope Coelho Publicado em 03/02/2022, às 07h22 - Atualizado às 08h33

O jovem congolês Moïse Kabamgabe - Divulgação/ Arquivo Pessoal
O jovem congolês Moïse Kabamgabe - Divulgação/ Arquivo Pessoal

Na noite da última quarta-feira, 2, foram divulgadas informações a respeito de uma testemunha do espancamento do jovem congolês Moïse Kabagambe, no dia 24 de janeiro, em um quiosque da Barra da Tijuca, zona Oeste do RJ.

A testemunha afirma que ao perceber a situação e as agressões contra o homem de 24 anos, tentou pedir ajuda de guardas municipais. No entanto, diz que os agentes teriam se negado a prestar auxílio.

De acordo com informações publicadas pelo portal de notícias g1, a mulher estava com sua família na praia quando foi até o quiosque para comprar um refrigerante. Nesse momento, ela reparou que um homem negro estava sendo espancado.

A testemunha alega que foi avisada pelos agressores para não olhar para a situação. Segundo eles, a vítima estava "assaltando as pessoas” e os homens queriam “dar um corretivo".

De acordo com a mulher, a atendente do quiosque estava nervosa e disse que havia pedido para que os agressores parassem, mas não foi atendida. Naquele momento, a testemunha teria pedido ajuda aos Guardas, porém sem resposta.

Logo após, ela e o marido teriam voltado para tentar socorrer o congolês, que estava amarrado. Entretanto, seu esposo reparou que Moïse já estava morto. De acordo com as investigações, Kabagambe foi espancado por cinco homens. Segundo sua família, o estabelecimento estava devendo diárias de seu salário e ele foi cobrar.