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Notícias / Crimes

Caso Moïse: Testemunhas detalham que agressores ‘queriam dar corretivo’

Jovem foi espancado até a morte depois de cobrar o pagamento de seu salário atrasado

Fabio Previdelli Publicado em 03/02/2022, às 10h41

O jovem congolês Moïse Kabamgabe - Divulgação/ Arquivo Pessoal
O jovem congolês Moïse Kabamgabe - Divulgação/ Arquivo Pessoal

Na última terça-feira, 1, um casal se apresentou na Delegacia de Homicídios, na Barra da Tijuca, para prestar depoimentos sobre a morte do jovem congolês Moïse Kagabamge, de 24 anos — que foi espancado até a morte depois de cobrar o pagamento de seu salário atrasado. Ele trabalhava no Quiosque Tropicália, que fica próximo ao Posto 8, também na Barra da Tijuca.

Segundo relatam, eles presenciaram uma parte das agressões e tentaram intervir para que Moïse parasse de ser agredido. No entanto, um dos envolvidos teria dito: “Nem olha, ele estava roubando aqui, a gente quer dar um corretivo”. 

Conforme relatado pela equipe do site do Aventuras na História, três suspeitos de terem assassinado o congolês foram presos preventivamente sob acusação de homicídio duplamente qualificado — por morte por meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. 

De acordo com a testemunha, que tem sua identidade preservada, ela saiu da areia e se dirigiu até o quiosque para pegar um refrigerante. Neste momento, Moïse já estava sendo agredido. A testemunha diz que uma funcionária do local, aparentemente nervosa com a situação, já havia pedido para que as agressões terminassem, mas nada aconteceu. 

A mulher conta que voltou para a praia, onde estava junto ao namorado e dois primos. O grupo alega que chegou a alertar dois guardas sobre o ocorrido, mas eles ignoraram o pedido da mulher

O casal, então, voltou até o quiosque Tropicália, onde se deparou com Kagabamge amarrado. O namorado da testemunha também prestou depoimento, corroborando com os relatos. O rapaz ainda acrescentou que os agressores tentaram fazer manobras respiratórias no congolês, que ainda tinha as mãos e os pés amarrados. 

Foi então que o casal pediu para que Moïse fosse solto. O grupo acatou o pedido e se afastou da vítima. Um dos agressores, identificado como Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, acionou o Samu. 

Quando a Polícia Militar chegou ao local, Brendon Alexander Luz da Silva relatou que não sabia o que havia acontecido. Mais tarde, ele foi identificado pelas câmeras de segurança dando uma chave de perna em Moïse. Brendonalegou estar com “a consciência tranquila”

Por fim, as testemunhas dizem que Silva e outro suspeito, ainda não identificado, deixaram o local por meio de um carro de aplicativo.