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Caso Rhuan: Penas de mãe e companheira por esquartejar garoto somam 129 anos

Rosana e Kacyla foram condenadas a mais de 65 e 64 anos de prisão, respectivamente, após responderem por seis crimes contra filho

Wallacy Ferrari Publicado em 26/11/2020, às 12h30

Rosana e Kacyla juntas após prisão em flagrante
Rosana e Kacyla juntas após prisão em flagrante - Divulgação / Polícia Civil - DF

Rosana Auri da Silva Candido e Kacyla Piscyla Santiago foram condenadas a mais de 65 e 64 anos de prisão, respectivamente, pelo assassinado e esquartejamento do menino Rhuan Maycon, de 9 anos, em maio de 2019. O garoto era filho de Rosana, que respondeu pelos crimes de homicídio qualificado, lesão corporal gravíssima, tortura, ocultação e destruição de cadáver e fraude processual — todos cometidos contra o menino.

A sentença foi feita pelo Tribunal do Júri de Samambaia, no Distrito Federal, responsável pela região onde o crime ocorreu, somando mais de 129 anos com as penas de ambas de acordo com o portal do Ministério Público do Distrito Federal. De acordo com o UOL, a decisão ainda cabe recurso.

O crime foi amplamente divulgado pela imprensa brasileira após a descoberta do esfaqueamento do garoto, após 7 golpes no corpo e, enquanto Rhuan agonizava, ambas se uniram para cortar sua cabeça ainda vivo. Após o esquartejamento dos membros, a dupla ainda retirou a pele do rosto para dificultar o reconhecimento e pretendiam incinerar em uma churrasqueira.

Por fim, Rosana separou as partes do garoto em duas malas — sendo uma delas a mochila escolar que ele ia para a escola — e jogou as malas em um bueiro próximo à residência do crime. Os médicos legistas posteriormente descobriram que o pênis do jovem era mutilado pela dupla desde 2017 e chegou a ser amputado meses antes da morte.