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Casos de violência e invasões de terras indígenas cresceram entre 2018 e 2019, diz Conselho

Um novo relatório foi redigido pelo Conselho Indigenista Missionário, através de uma apuração feita sobre as situações enfrentadas pelas comunidades indígenas

Giovanna de Matteo Publicado em 01/10/2020, às 10h44

Mulheres Kayapó da Amazônia Brasileira
Mulheres Kayapó da Amazônia Brasileira - Getty Images

Um novo relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgado na última quarta-feira, 30, afirma que casos de violência contra indígenas dobraram e as invasões de terras cresceram 135% entre 2018 e 2019. O documento foi concluído através de uma apuração feita com entidades e associações dos povos indígenas sobre a situação dos nativos no Brasil.

Os dados contabilizaram os casos de violência, as taxas de suicídios e mortalidade infantil entre os povos e as invasões 'possessórias, exploração ilegal de recursos e danos ao patrimônio em territórios indígenas'. 

Dentre essas, o relatório apurou ainda as causas para as invasões de terras demarcadas. As cinco mais comuns ficaram nas mãos da exploração ilegal de madeira, garimpo e exploração de minérios, pesca predatória, incêndios e criação de fazendas agropecuárias.

O Cimi também destaca os registros de Mato Grosso do Sul, onde se localiza a 2ª maior população indígena do Brasil, e segue sendo líder no número de homicídios entre seus povos desde o ano passado.

"Constata-se que em 2019 a população indígena de Mato Grosso do Sul continuou sendo alvo de constantes e violentos ataques, em que há até mesmo o registro de práticas de tortura, inclusive de crianças", expôs o relatório.