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Catalunha faz reparação histórica a mulheres executadas por bruxaria

O parlamento aprovou o perdão formal para as vítimas, que foram mortas entre os séculos 15 e 18

Penélope Coelho Publicado em 27/01/2022, às 13h56

Ilustração de uma execução de mulher em 1546
Ilustração de uma execução de mulher em 1546 - Divulgação/Robert Crowley/Domínio público

Na noite da última quarta-feira, 26, foi divulgada a informação de que o parlamento da Catalunha — comunidade autônoma espanhola — perdoou formalmente centenas de mulheres que foram executadas sob acusação de feitiçaria, entre os séculos 15 e 18.

Recentemente, pesquisadores espanhóis descobriram que a região foi uma das primeiras da Europa a iniciar a chamada ‘caça às bruxas’. 

"Descobrimos os nomes de mais de 700 mulheres que foram perseguidas, torturadas e executadas entre os séculos 15 e 18", revelaram os grupos pró-independência e de esquerda, responsáveis pelo levantamento.

De acordo com a BBC, a decisão aprovada pelo parlamento tem como objetivo reparar a memória dessas vítimas e fazer justiça pelo que foi chamado de ‘perseguição misógina’, a fim de sensibilizar a população sobre a questão de gênero.

Além da Catalunha, países como a Escócia, Suíça, Noruega também estão tomando atitudes similares sobre o assunto.