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Cazaquistão congela preço de combustíveis por 6 meses

Manifestações marcadas pela violência conseguiram derrubar o presidente do país

Wallacy Ferrari Publicado em 06/01/2022, às 14h41

Protestos no Cazaquistão
Protestos no Cazaquistão - Divulgação / YouTube / SKY News

Em decorrência de protestos, o governo federal do Cazaquistão anunciou, na manhã desta quinta-feira, 6, que os preços de venda de combustíveis terão o limite de seu preço congelados durante os próximos seis meses, de maneira a interromper o aumento do preço do gás, que afeta manifestantes em todo o país.

Os protestos violentos mobilizaram as autoridades estatais, após a reivindicação para melhorias relacionadas a crise financeira que o país atravessa, resultando em dezenas de mortos e centenas de feridos, além de 2 mil pessoas envolvidas nas manifestações sendo detidas por policiais.

A nova medida visa estabilizar a situação socioeconômica, após a revolta popular que conseguiu derrubar o governo e fazer o chefe de estado declarar estado de emergência e toque de recolher em todo território nacional, sem sucesso, durante a última quarta-feira, 5.

No mesmo dia, o presidente do Cazaquistão Kassym-Jomart renunciou ao cargo e encorajou resistência policial às manifestações. Desta forma, a polícia utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo em cima dos protestantes, que tornaram-se mais violentos, que responderam incendiando prédios públicos.