Notícias » Brasil

Celulares jogados pela janela: veja o que aconteceu no momento da prisão do casal envolvido na morte de Henry

Segundo a delegada Ana Caroline Medeiros, Monique Medeiros e Dr. Jairinho "não esboçaram qualquer tipo de reação"

Redação Publicado em 08/04/2021, às 18h50 - Atualizado às 19h00

Casal em momento anterior à prisão
Casal em momento anterior à prisão - Divulgação/Vídeo

Ao se deparar com a polícia, dupla envolvida na morte de Henry jogou celulares pela janela A manhã da quinta-feira, 8, no Brasil foi marcada por novidades chocantes sobre o caso Henry Borel.

Autoridades do Rio de Janeiro executaram hoje a prisão preventiva do casal envolvido na morte da criança: Monique Medeiros, mãe, e Dr. Jairinho, que era padrasto do garoto.

Ana Caroline Medeiros, delegada envolvida na operação que resultou na detenção do casal, revelou que tanto Monique quanto Jairinho acabaram jogando os celulares através da janela quando se depararam com a polícia batendo à porta.

Eles se encontravam na Zona Oeste do Rio, na residência de uma tia do vereador. “O casal tentou se desfazer dos aparelhos celulares que estão utilizando atirando os mesmos pela janela. Obviamente nós conseguimos arrecadar esses celulares, mas houve uma tentativa de dispensá-los”, explicou Ana.

Além disso, ela explica que o endereço não constava nos depoimentos que foram prestados as autoridades, contudo, foi graças ao monitoramento que se tornou possível localizar a dupla.

Entretanto, a reação em jogar o aparelhos celulares para longe não foi a única reação do casal. A delegada revela que o casal não demonstrou qualquer reação após ter a prisão decretada.

“Eles foram encontrados num mesmo cômodo, no mesmo quarto. Estavam dormindo juntos. Não esboçaram qualquer tipo de reação. Não ofereceram nenhum tipo de resistência à prisão”, disse Medeiros.


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.