Notícias » Primeira Guerra

Cemitério da Primeira Guerra é revelado na Polônia. Confira imagens!

A descoberta ocorreu após informações fornecidas a uma equipe de exploradores. Novas pesquisas ainda serão realizadas

André Nogueira Publicado em 15/04/2020, às 13h07

Local do cemitério, ainda a ser escavado
Local do cemitério, ainda a ser escavado - Divulgação

Um time de exploradores da região de Królewice, na Polônia, encontrou um intrigante cemitério esquecido onde foram enterrados vítimas da Primeira Guerra Mundial. Em procedimento, será feita uma analise para identificar os soldados enterrados. A descoberta foi possível graças às informações fornecidas por Jacek Piwowarski, chefe da vila Wiązownica-Kolonia, a partir de relatos orais.

Local antes da limpeza / Crédito: Divulgação

 

Foi apontado um local, numa propriedade privada, que abrigaria as tumbas, escondidas pelo matagal. Então, uma equipe de limpeza iniciou os trabalhos que revelaram o campo. Segundo o especialista em história militar, Marek Lis, contatado pela equipe, a região ainda era ocupada de maneira ampla nos anos 1930, o que possibilitou a revelação.

Equipe responsável pelo achado / Crédito: Divulgação

 

Uma nova análise de solo será realizada com equipamentos não-invasivos que identificarão os limites do cemitério, ainda em escavação. Os túmulos serão localizados e contabilizados. A Embaixada da Áustria em Varsóvia foi contatada para pesquisas adicionais, mas ainda não foram divulgadas mais informações.

Local limpo, que será escavado / Crédito: Divulgação

 

Origem do cemitério / Crédito: Domínio Público

 

“Com base nos arquivos tchecos, determinei as personalidades de 13 enterradas neste cemitério. Eles eram soldados do 15º Regimento, 46 ​​Divisão de Terras Terrestres, eram de origem tcheca, nos arredores de Opava, perto da atual fronteira com a Polônia. A partir dos atestados de óbito, podemos determinar que todos esses soldados eram católicos romanos, alguns deles tinham entre 20 e 23 anos, mas entre os mortos havia também alguns com mais de 30 anos”, afirma Lis ao site Zwiadowca Historii.