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Cemitério medieval encontrado em Berlim revela mortes brutais

Os ossos mostraram que as pessoas que viviam no local sofreram com conflitos, enfermidades e alimentação precária

Isabela Barreiros Publicado em 27/05/2020, às 08h00

Um dos esqueletos encontrados
Um dos esqueletos encontrados - Divulgação

Na capital alemã, Berlim, pesquisadores fizeram uma insólita descoberta sob um estacionamento. Eles encontraram um cemitério medieval, que abrigava cerca de 3.700 restos humanos. Pelo menos metade desses ossos remontam aos anos 1047 e 1299.

Como foram muitos os corpos encontrados, vários deles mostravam peculiaridades. No entanto, no geral, foi possível perceber que muitos deles sofreram — e, muitas vezes, morreram — com as consequências de conflitos, enfermidades e dietas precárias, que não tinham nutrientes o suficiente.

Crédito: DIvulgação

 

Em um dos corpos, foram analisados danos feitos por armas, outros três homens tiveram as cabeças cortadas por machados e espadas. Um deles até mesmo teve o nariz removido do rosto, enquanto foi possível observar o golpe brutal que fez com que os dentes de um outro indivíduo caíssem.

Restos de uma criança, que foi apelidada de o “Nadador”, demonstraram que ela pode ter sofrido com uma doença que causou sua morte, possivelmente tétano. Ele estava distorcido, suas costas arqueadas e seus braços cruzados.

"Pode-se explicar se, quando a criança foi enterrada, ela estava com rigor cadavérico, ou espasmo extremo, com os músculos das costas e braços e pernas todos contraídos", explicou a arqueóloga Natasha Powers, da Allen Archaeology. "A posição tem uma semelhança impressionante com a que ocorre como resultado do tétano”, concluiu.