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Chilenos votam em parlamentares que escreverão a nova Constituição do país

Serão escolhidos 155 parlamentares entre hoje, 15, e domingo, 16; metade será composta de mulheres

Giovanna Gomes, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 15/05/2021, às 08h52

Imagem de protesto ocorrido no Chile em 2019
Imagem de protesto ocorrido no Chile em 2019 - Getty Images

Neste sábado, 15, os cidadãos chilenos escolherão os parlamentares que deverão escrever a nova Constituição do país. Ao todo, serão 155 deputados, sendo 50% mulheres e 50% homens, conforme informações do G1. Outra condição é que os eleitos nunca tenham cumprido mandato anteriormente.

A nova Carta é uma grande conquista para os chilenos, que protestaram durante meses entre os anos de 2019 e 2020 para promover mudanças no país. Trata-se de uma enorme reforma que tinha como principal objetivo o fim da atual Constituição, herdada da ditadura de Augusto Pinochet.

A votação iniciará hoje, 15, e terá fim no domingo, 16. O evento deveria ter ocorrido em abril, porém acabou sendo adiado.

O que ocorre no país?

Os protestos populares no Chile começaram no final de 2019, quando manifestantes protestaram contra o aumento do de preço das tarifas de transporte público. Com isso, o governo até chegou a endurecer a onda de manifestações com a Lei de Segurança de Estado, mas nem isso conteve o comportamento do povo.  

O presidente Sebastián Piñera até voltou atrás pedindo perdão, e finalmente cancelou o aumento, mas, a resposta foi essa: o Chile permaneceu em chamas em busca de mais, era preciso mudar o sistema político por completo. A aprovação de uma nova Carta foi conquistada no mês de outubro do ano passado.

A elaboração da nova Constituição contará com a participação equitativa de mulheres na formulação da nova constituição, e também terá o intuito de diminuir a desigualdade social no país que, apesar de deter a maior renda per capita da América Latina, é um fator social muito marcante no Chile.