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China comenta invasão na Ucrânia: 'Não podemos estar diante de uma nova Guerra Fria'

Criticando as ações da Otan e a invasão militar russa, embaixador da China avisou sobre o perigo do desdobramento do conflito

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 28/02/2022, às 17h01

Vladimir Putin e Xi Jinping, líderes da Rússia e China, respectivamente (2019)
Vladimir Putin e Xi Jinping, líderes da Rússia e China, respectivamente (2019) - Getty Images

Devido a urgência da situação pós-invasão russa na Ucrânia, as delegações da Organização das Nações Unidas (ONU) uniram-se em uma reunião extraordinária de emergência para debater soluções para essa crise. A sessão, que acontece nesta segunda-feira, 28, é palco de falas de diversos países, como a China.

Em seu discurso, o embaixador da potência chinesa, Zhang Jun, manteve sua postura de crítica às movimentações dos países ocidentais, em especial os Estados Unidos. No entanto, a China, conhecida aliada da Rússia, também defendeu o fim do conflito, comparando-o com a Guerra Fria.

A Guerra Fria terminou há muitos anos, mas a mentalidade da Guerra Fria não foi abandonada. Não podemos estar diante de uma nova Guerra Fria, todos perderíamos", afirmou.

De acordo com a cobertura do portal de notícias UOL, o embaixador chinês destacou a importância do conceito de ‘soberania e integridade territorial’ e usou dele para criticar o avanço da Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, em cima das fronteiras russas, além de indiretamente tocar na invasão feita pela Rússia.

"A segurança de um país não pode ser garantida colocando em risco a segurança de outro. A Rússia, a Ucrânia e a Otan devem estar em diálogo para garantir a segurança de todos, inclusive da Rússia”, defendeu Zhang Jun.