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China e Camboja assinam acordo que reforça cooperação patrimonial

Com a iniciativa, os centros budistas de Angkor Wat e a Gruta de Mogao terão relações de cuidado mútuo e muito mais. Entenda!

André Nogueira Publicado em 28/05/2019, às 12h00

Templo em Mogao, China
Templo em Mogao, China - Reprodução

Neste mês, foi assinado um acordo multilateral entre os institutos culturais das Grutas de Mogao, em Dunhuang, noroeste chinês, e o complexo de Angkor Wat, no Camboja, com o objetivo de promover intercâmbios culturais e educativos entre os dois centros patrimoniais mundialmente conhecidos.

O acordo é uma iniciativa assinada em conjunto pela Academia de Dunhuang e pela Autoridade para a Proteção de Angkor e Região de Angkor.

Assim, as duas partes colaborarão entre si em favor da realização de atividades culturais de conservação patrimonial, compartilhamento e intercâmbio de materiais de pesquisa.  Além disso, também será incentivada a solicitação de projetos de pesquisa em estudos dos patrimônios antigos e a realização de exposições para promover intercâmbios culturais.

Angkor Wat, Camboja / Crédito: Reprodução

 

A iniciativa tem um peso econômico relevante: os complexos patrimoniais são tombados pela UNESCO como Patrimônio Mundial e atraem diversos turistas de todo o mundo anualmente.

Nos últimos 30 anos, a China e o Camboja tiveram um processo de aproximação, resultando em uma ampla cooperação internacional (incluindo outras nações) pela restauração de afrescos e esculturas, além da proteção das relíquias culturais budistas que compõe os dois centros materiais.