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China volta a registrar mortes por Covid-19 após mais de um ano

Vítimas tinham 87 e 65 anos, diz veículo local; uma delas não estava vacinada

Fabio Previdelli Publicado em 19/03/2022, às 10h12

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Imagem ilustrativa - Getty Images

Neste sábado, 19, a China voltou a registrar mortes em decorrência da Covid-19 após mais de um ano desde o último óbito. A informação foi confirmada em uma publicação no site da Comissão Nacional de Saúde. As duas vítimas eram residentes da região nordeste de Jilin, que faz fronteira com a Coreia do Norte e a Rússia.

O número chama a atenção visto que durante todo o ano de 2021, essa foi a mesma quantidade de mortes relacionadas ao novo coronavírus no país. O último registro, conforme aponta a CNN, havia sido constatado em 25 de janeiro. 

Para conter os avanços dos casos, o governo mantém uma política de “autorização dinâmica”, que consiste em impedir o mais rápido possível que o vírus se espalhe. Para isso, medidas rigorosas de isolamento são seguidas, como paralisações curtas e direcionadas, além da realização de testes rápidos nas regiões onde os casos são identificados. 

De acordo com Jiao Yahui, alto funcionário da Comissão Nacional de Saúde, uma das vítimas não estava vacinada. À repórteres em Pequim, Yahui informou que a causa direta das mortes foram por conta de doenças subjacentes. Ele aponta que os sintomas nos dois casos eram apenas leves. Segundo o The Paper, uma publicação estatal de Xangai, uma das vítimas tinha 87 anos e outra 65. 

A notícia gerou enorme repercussão nas redes sociais chinesas. No Weibo, plataforma semelhante ao Twitter, o tópico “duas novas mortes por Covid em Jilin” é um dos assuntos mais falados. 

“Por qual motivo isso aconteceu?”, questionou um usuário. “Os detalhes devem ser divulgados em tempo hábil”. Outro internauta defendeu a política de libertação dinâmica e criticou a possibilidade de reabertura. “Imunidade de rebanho, mesmo abrindo para permitir que as pessoas se exercitem… isso não vai funcionar”.