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‘Chucky’: criador afirma que o seriado todo é uma metáfora sobre bullying

Don Mancini, diretor da série sobre o boneco assassino, conta que a mensagem geral de ‘Chucky’ é anti-bullying

Pedro Paulo Furlan, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 26/10/2021, às 18h49

Cena do seriado 'Chucky' (2021)
Cena do seriado 'Chucky' (2021) - Divulgação / SyFy

Lançando amanhã, 27 de outubro, a nova série da plataforma de streaming Star+, Chucky, é uma metáfora contra as pessoas que praticam bullying, especialmente contra os adolescentes LGBTQ+, segundo o diretor e roteirista Don Mancini.

No seriado, o boneco assassino Chucky retorna nessa sequência ao filme de 2017, “Culto de Chucky”, e aterroriza o mundo em volta do protagonista Jake Webber, que é um personagem gay. A série está disponível nos Estados Unidos desde o dia 12 deste mês e já conta com vários momentos de representação para a comunidade queer.

Segundo Don Mancini, em entrevista à publicação IGN Brasil, ‘Chucky’ é uma obra que simboliza um dedo do meio seu a seus colegas do colégio, que acabavam por atormentar a sua vida. Como um profissional assumidamente gay, um dos únicos no meio de terror, Mancini já expressou o quão importante a representação e a mensagem é para ele.

O diretor e roteirista também comentou sobre a sua maneira de fazer filmes e séries de terror, falando o que é necessário para a criação de uma obra: “Você sempre tem de encontrar uma metáfora, sempre tem de ter algo subentendido, não pode ser apenas sobre um boneco que mata pessoas, precisa ter algo além”.

“Uma das coisas que sempre fizemos para reinventar o Chucky foi encontrar novas tensões na cultura pop para explorar e acho que um dos trabalhos do terror é expressar o que está acontecendo no mundo”, Mancini apontou sobre seu processo de desenvolvimento para a nova série.