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Cidade se comove com com desaparecimento de golfinho que fugiu depois de 37 anos

A última vez que foi visto estava nadando ao lado de um barco de pesca, segundo informações de alguns moradores locais

Giovanna de Matteo Publicado em 20/10/2020, às 14h08

O golfinho Fungie, fotografado em 2007
O golfinho Fungie, fotografado em 2007 - Wikimedia Commons
Fungie, um golfinho-nariz-de-garrafa, quase um mascote da costa do condado de Kerry no sudoeste da Irlanda, que vive na entrada do porto de Dingle desde 1983, está desaparecido.
 
Já se foram 37 anos desde que esse mamífero marinho e selvagem virou uma celebridade irlandesa. Ele é dono de uma personalidade amigável que encantou as pessoas que viviam ao redor da região portuária. Visitantes do mundo todo planejam um passeio de barco indispensável para poder ver o animal. 
 
Mas Fungie, que é detentor do título do Guinness World Records de "golfinho solitário mais antigo já registrado", está sumido desde a última quinta-feira, 15. A última vez que foi visto foi nadando ao lado de um barco de pesca, segundo informações de alguns moradores locais que estão na luta para coordenar a sua busca.
 
Todos estão apavorados: "É totalmente fora do personagem para ele. O máximo que ele desapareceu foram quatro ou cinco horas", disse Jimmy Flannery, presidente da Dingle Dolphin Boat Tours, em reportagem à CNN.
 
Flannery, é responsável por promover passeios de barco com Fungie já há 33 anos. Nos últimos dias ele tem coordenado equipes de procura diária para achar o mamífero tão querido. "Ele está o mais próximo possível de uma pessoa desaparecida", declarou o homem.“Tínhamos 12 barcos revistando no sábado e, no domingo, mergulhadores da equipe de busca e resgate de Mallow fizeram uma extensa busca nas enseadas e enseadas onde ele normalmente seria visto. Eles também fizeram uma varredura de sonar do fundo do mar, mas não havia nenhum vestígio". A busca oficial foi suspensa, mas os locais continuam a trabalhar sozinhos em busca do golfinho, "pelo tempo que for preciso".
 
Flannery acredita que os bloqueios e restrições de navegação dadas devido à pandemia de Covid-19, quando os barcos foram requisitados a ficarem fora do mar, pode ter assustado o mamífero que estava acostumado com a movimentação: "Pela primeira vez em 37 anos, Fungie não teve companhia quando os barcos não estavam mais navegando... Ele pode ter percebido que algo estava errado. Talvez ele tenha pensado que o mundo não é o mesmo lugar de antes e simplesmente seguiu em frente."