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Cidades da Finlândia pagam R$ 45 mil para que seus habitantes tenham filhos

Iniciada em 2013, política de aumento de natalidade tem se ampliado para locais como França e Estônia

Joseane Pereira Publicado em 27/11/2019, às 08h00

Um bebê observando dentro do berço
Um bebê observando dentro do berço - Getty Images

Na Europa, a diminuição nas taxas de natalidade está sendo combatida de forma curiosa. Desde 2013, todo recém-nascido em Lestijarvi, pequeno município da Finlândia, "vale" 10 mil euros — o equivalente a 46,3 mil reais. Enquanto apenas uma criança nascia por ano no município, hoje em dia cerca de 60 bebês nascem anualmente.

"Estávamos planejando ter um segundo filho havia algum tempo e estávamos ficando mais velhos", explica Tuikka, que participou do incentivo governamental. "então não posso dizer que o dinheiro realmente influenciou nossa decisão de ter um bebê".

Outros países, como a Estônia e França, também estão aplicando taxas de incentivo ao nascimento de crianças. Entretanto, para Ritva Natkin, professora de ciências sociais da Universidade de Tampere, na Finlândia, incentivos financeiros não garantem o aumento de natalidade. "Principalmente porque o entendimento das pessoas sobre ter filhos mudou ao longo do tempo”, afirma ela.