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Cientistas advertem sobre degelo no Alasca, que pode causar 'tsunami', diz pesquisa

Em carta aberta no mês de maio, cientistas apontaram que o evento pode ocorrer nas próximas duas décadas

Giovanna de Matteo Publicado em 19/10/2020, às 14h51

Geleira no Alasca
Geleira no Alasca - Pixabay

Cientistas alertam que um tsunami pode ser desencadeado no Alasca devido ao deslizamento de uma rocha que ficou instável após o degelo de uma geleira. Eles apontam que o evento pode ocorrer nas próximas duas décadas. As informações são do portal Live Science e do Science Alert.

Um grupo de 14 cientistas advertiu em uma carta aberta ao Departamento de Recursos Naturais do Alasca (ADNR) em maio sobre as perspectivas desse desastre em Prince William Sound, onde ocorreu o degelo mencionado acima. 

O recuo da geleira na cidade se encontra ao longo da costa sul do Alasca, pode gerar um impacto nas encostas das montanhas acima de Barry Arm, área frequentada por barcos comerciais e recreativos, incluindo navios de cruzeiro.

A partir da análise de imagens de satélite, os pesquisadores sugerem que à medida que  Barry Glacier se distancia de Barry Arm, devido ao derretimento contínuo, uma grande escarpa surge na montanha que fica acima dela, podendo rachar.

O deslizamento de terra, apesar de progressivo e lento, já está ocorrendo, mas se parte da rocha ceder, as consequências podem ser terríveis.

"Com base na elevação do depósito acima da água, o volume de terra que estava escorregando e o ângulo da encosta, calculamos que um colapso liberaria 16 vezes mais detritos e 11 vezes mais energia do que o deslizamento de terra da Baía de Lituya no Alasca em 1958 e um mega-tsunami",  afirmou o geofísico Chunli Dai, da Universidade do Estado de Ohio, ao Observatório da Terra da NASA .

A simulação preliminar do relatório de maio indica que um tsunami nessa área pode atingir mais de cem metros de elevação ao longo da costa, avançando por todo o estreito de Prince William e também em baías e fiordes distantes.