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Estudo revela neurônios preservados em cérebro que virou vidro durante erupção de Vesúvio

O desastre que destruiu Pompeia chegou a temperaturas tão altas que vitrificou um cérebro, provocando o efeito inacreditável

Ingredi Brunato Publicado em 05/10/2020, às 14h54

Cérebro de vítima se transformou em vidro após erupção do Vesúvio, há 2 mil anos atrás
Cérebro de vítima se transformou em vidro após erupção do Vesúvio, há 2 mil anos atrás - Divulgação/ New England Journal of Medicine

Uma pesquisa publicada na sexta-feira passada, 2, pela revista científica PLOS ONE, anunciou que o cérebro vitrificado de um homem que sofreu o impacto da erupção do vulcão Vesúvio há 2 mil anos ainda apresenta neurônios preservados.   

O estudo dá continuidade a outro publicado em janeiro de 2020, em que foi divulgada a descoberta desse cérebro que se transformou em vidro devido à temperatura de mais de 500°C durante a erupção, que além de ter limpado do mapa a cidade de Pompeia, destruiu também a cidade vizinha, Herculano. É nela que foi encontrado o 'cérebro de vidro'. 

Durante exames em laboratório, a equipe de pesquisadores confirmou que o material era rico em carbono e oxigênio, como esperado para restos orgânicos, contudo, a grande surpresa veio quando os cientistas puderam identificar as estruturas cerebrais ainda presentes. 

“Nossos resultados mostram que o processo único de vitrificação que aconteceu em Herculano congelou estruturas neuronais dessa vítima, mantendo-as intactas até hoje”, comentou Pier Paolo Petrone, que foi o líder do estudo, em um comunicado, segundo apurado pela revista Galileu