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Cientistas russos encontram nova espécie de besouro de 39 milhões de anos na Ucrânia

O inseto fossilizado em resina de âmbar impressiona pelo estado de conservação e nunca havia sido visto com tais características

Wallacy Ferrari Publicado em 08/07/2020, às 09h00

Fotografia aproximada mostra detalhes do besouro fossilizado
Fotografia aproximada mostra detalhes do besouro fossilizado - Universidade Estatal de Moscou/G.Yu. Lyubarsky/E.E. Perkovsk

Pesquisadores do Museu Zoológico da Universidade Estatal de Moscou descobriram um besouro alojado em um pedaço de âmbar que viveu há cerca de 39 milhões de anos, impressionando por pertencer a uma espécie extinta, nunca antes catalogada.  A descoberta, feita na Ucrânia, impressiona pela perfeita conservação.

Em nota oficial, o museu informou que a nova espécie foi nomeada Telmatophilus sidorchulae, devido a semelhança com a espécie moderna Telmatophilus typhae, que possibilitou ao menos a relação visual de que o inseto tratava-se de um besouro. A diferença é presente em traços específicos; as antenas são mais longas e as patas são mais unidas.

O principal pesquisador do Museu Zoológico, Georgy Lubarsky, comemorou a descoberta e explica que a análise foi facilitada pelo material de conservação: "Felizmente, a peça de âmbar com o besouro é muito transparente. O inseto é claramente visível, é até mesmo possível observar os detalhes de sua estrutura".

A resina fossilizada de âmbar permitiu a observação dos cientistas e joga luz sobre a evolução dos organismos animais na segunda metade do Eoceno — período onde a descoberta é situada. A aparição da espécie foi relacionada com a disseminação de plantas submersas, sendo a fonte de alimento dos insetos.