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Notícias / Arqueologia

Cientistas sequenciam genoma de vítima de Pompeia pela primeira vez

Esqueleto de homem que morreu com a erupção do Monte Vesúvio no ano 79 pode revelar dados importantes sobre a tragédia

Redação Publicado em 26/05/2022, às 15h01

Esqueleto de vítima da erupção em Pompeia analisado no estudo - Divulgação/Serena Viva
Esqueleto de vítima da erupção em Pompeia analisado no estudo - Divulgação/Serena Viva

Uma equipe cientistas foi capaz de sequenciar, pela primeira vez com sucesso, o genoma de uma vítima da erupção do Monte Vesúvio, que devastou a antiga cidade de Pompeia no ano 79.

Os restos mortais de um homem e uma mulher foram recuperados da domus conhecida como Casa do Artesão, escavada pela primeira vez em 1914. No entanto, só foi possível sequenciar todo o genoma do homem devido a lacunas encontradas no da mulher.

Antes da pesquisa, cujos resultados foram publicados na revista Scientific Reports, pessoas e animais vítimas do vulcão de Pompeia tiveram apenas trechos de seu DNA mitocondrial sequenciado, segundo o jornal britânico The Guardian. 

Com o genoma completo, os especialistas, liderados por Gabriele Scorrano, da Universidade de Copenhague, esperam poder entender mais sobre as pessoas que viviam no Império Romano naquela época, especialmente sua saúde.

DNA sequenciado

A análise do genoma sequenciado revelou que o homem tinha entre 35 e 40 anos quando foi morto pela erupção e pode ter tido tuberculose, enquanto a mulher provavelmente tinha mais de 50 anos e provavelmente sofria por osteoartrite.

“Esta pode ter sido a razão pela qual eles esperaram que tudo acabasse, talvez na segurança de sua casa, em comparação com outras vítimas que estavam fugindo e cujos restos mortais foram encontrados em espaços abertos”, especulou Serena Viva, antropóloga do Hospital University em Salento, que participou da pesquisa.

Para ela, “no futuro, muito mais genomas de Pompeia podem ser estudados”. “As vítimas de Pompeia sofreram uma catástrofe natural, um choque térmico, e não se sabia que era possível preservar seu material genético. Este estudo fornece essa confirmação e que a nova tecnologia em análise genética nos permite sequenciar genomas também em material danificado”, afirmou.