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Ciro Gomes opina sobre eleições 2022: 'Engolem as coisas do Lula para derrotar Bolsonaro'

Gomes diz acreditar que Bolsonaro passa por um 'derretimento' e chamou Lula de 'maior corruptor da história moderna brasileira'

Redação Publicado em 17/05/2021, às 15h52 - Atualizado às 15h53

Imagem de perfil do político
Imagem de perfil do político - Divulgação/Instagram/CiroGomes

Ciro Gomes, do PDT, deu sua opinião sobre às próximas eleições em entrevista ao Valor Econômico. Refletindo sobre a disputa de 2022, o ex-governador do Ceará reforçou que enquanto Lula apresenta força, Bolsonaro estaria passando por um 'derretimento'.

Ciro também disse que o cenário político do país 'nunca coube' nem na esquerda e nem na direita. Assim, ele busca uma aliança de centro-esquerda. Ainda sobre esse cenário, Gomes falou do resultado da pesquisa Datafolha para as próximas eleições do país, com Lula derrotando Bolsonaro. Além de acreditar que não existe chance para Moro, Huck, o político também disse que Dória 'está muito mal'. 

"A probabilidade de se dar o segundo turno entre eu e o Lula está crescendo. Acho que Moro e Huck não são candidatos. Nem Doria. Se ele for, será fragilizado porque está muito mal em São Paulo e nunca teve entrada no Brasil. O único organizado, com o partido harmônico, sem confusão, sou eu", disse Ciro.

Ainda na mesma entrevista, o ex-ministro disse que vai 'para cima' de Lula. "Vamos derrotar Bolsonaro e vou propor mudança. Lula é parte central da corrupção. Lula é o maior corruptor da história moderna brasileira. E não aprendeu nada. Fica na lambança, prometendo a volta de um passado idílico que é mentira", disse Gomes.

Quanto as chances de Bolsonaro nas eleições, Ciro também foi direto e ressaltou que acredita enxergar a falta de apoio de partido do Centrão ao presidente: "Bolsonaro está derretendo e o mais conhecido anti-Bolsonaro é o PT e Lula. Engolem as coisas do Lula para derrotar Bolsonaro. Mas se as pesquisas repetirem o que já estão dizendo, que eu derroto Bolsonaro, que Huck derrota, que Doria derrota, esse fator anti-Bolsonaro vai ficar menos tenso”.