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Notícias / Vacinas

Clarence Thomas sugere que células de ‘crianças abortadas’ são usadas para fazer vacinas

Alegação faz parte de processo analisado pela Suprema Corte dos EUA

Isabelly de Lima, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 01/07/2022, às 16h59

Clarence Thomas em aparição pública, em Washington - Getty Images
Clarence Thomas em aparição pública, em Washington - Getty Images

Clarence Thomas, juiz da Suprema Corte dos Estados Unidos, sugeriu que as vacinas contra a Covid-19 foram desenvolvidas utilizando células de “crianças abortadas”. As declarações do juiz fazem parte de uma opinião divergente sobre a recusa da Suprema Corte ao ouvir o caso que contesta o mandato de vacina em Nova York, baseado na religião.

O estado de Nova York criou uma exigência de vacinação contra a Covid para os profissionais da saúde no último verão, que atraiu uma ação judicial de um grupo de funcionários que começou a levantar objeções religiosas.

Em sua discordância, se referindo aos queixosos que abriram o tal processo, Clarence escreveu: “Eles se opõem por motivos religiosos a todas as vacinas de Covid-19 disponíveis porque foram desenvolvidas usando linhagens celulares derivadas de crianças abortadas”.

Os advogados do estado pontuaram que profissionais da saúde tinham que ter sido vacinados contra sarampo e rubéola, e não tinha isenções religiosas para eles, então assim, a ação não teve mérito. Em suas apresentações por escrito, eles disseram que “a presença de uma única e limitada isenção médica a um requisito de vacina não exige que o Estado forneça uma isenção religiosa geral da vacinação”.

As queixas  

O Supremo Tribunal disse que não consideraria o assunto, mas 3 juízes conservadores descordaram da atitude, já que a Suprema Corte deveria ter concordado em ouvir o caso, eles são Clarence ThomasSamuel Alito e Neil Gorsuch. No início do desenvolvimento da vacina da Covid, a Pfizer e a Moderna usaram linhagens de células fetais para testar a eficácia das fórmulas.

Alguns relatórios citando especialistas afirmaram que nenhum tecido original está sendo envolvido na fabricação das vacinas mais modernas. As vacinas “contêm RNA mensageiro — material genético que instrui nossas células a produzir proteínas, que treinam o sistema imunológico para combater o coronavírus. Eles também incluem substâncias gordurosas chamadas lipídios que ajudam o RNA a atravessar nossas membranas celulares, bem como sal, açúcar e algumas substâncias que ajudam a estabilizar os outros ingredientes”, segundo informações da NBC News, via Independent.