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COI inicia investigação do caso de atleta bielorrussa que fugiu para Polônia

Krystsina Tsimanouskaya teria sido coagida e ameaçada após criticar dirigentes de seu país

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 05/08/2021, às 16h31

A atleta de Belarus Krystsina Tsimanouskaya (cent.) de vermelho
A atleta de Belarus Krystsina Tsimanouskaya (cent.) de vermelho - Getty Images

O Comitê Olímpico Internacional (COI) está atualmente investigando o caso da atleta bielorrussaKrystsina Tsimanouskaya, que alegou estar sendo perseguida por autoridades de seu país, segundo divulgado pelo órgão e repercutido pelo G1 nesta quinta-feira, 5. 

A corredora, que participava das Olimpíadas, foi levada pelo Comitê Olímpico de Belarus até o aeroporto de Tóquio no último domingo, 1, onde os funcionários da entidade tentaram fazê-la embarcar em um voo de volta para o país. 

Krystsina, porém, se recusou a entrar no avião e pediu pela proteção do COI. Foi então que conseguiu um visto humanitário para Polônia, um país vizinho do seu que abriga muitos bielorrussos que decidiram fugir do território. 

De acordo com a jovem esportista, ela havia criticado algumas decisões feitas por técnicos e dirigentes de Belarus, e essa era a razão pela qual os chefes da delegação de seu país queriam forçar seu retorno ao local. 

Os dirigentes atualmente investigados pelo COI são Artur Shumal e Yuri Moisevich. Vale comentar que o órgão internacional ainda não tomou ações mais duras por ainda estar apurando o ocorrido.

"Eu gostaria muito de continuar minha carreira no esporte porque eu só tenho 24 anos e ainda planejo mais duas Olimpíadas, no mínimo. Mas agora só o que me preocupa é minha segurança", relatou Tsimanouskaya durante uma entrevista virtual à AP, o que também foi repercutido pelo G1. 

A atleta revelou ainda que os funcionários que a conduziram para o aeroporto haviam “deixado claro” que ela sofreria punições quando chegasse em Belarus.