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Falência da empresa Thomas Cook deixa 600.000 turistas presos ao redor do mundo

Fundada em 1841, a companhia decretou falência por inadimplência e deixou seus clientes em uma situação assustadora

André Nogueira Publicado em 23/09/2019, às 12h04

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O Thomas Cook PLC foi um grupo empresarial britânico de grande porte especializado em viagens internacionais. Fundada em 2007, na fusão entre a Thomas Cook AG (que têm origens em 1841) e a MyTravel Group, a companhia ganhou destaque nos segmentos de turismo e na aeronáutica comercial. Além disso, ela também estava listada nas Bolsas de Frankfurt e Londres. Entrentanto, uma crise ganhou notoriedade hoje. 

Ao declarar falência por ser financeiramente inadimplente, a empresa deixou 600.000 turistas presos ao redor do mundo. Isso porque ela não conseguiria prosseguir com as as viagens já disponibilizadas. Além disso, mais de 21 mil trabalhadores estão em risco de desemprego.

"Todas as reservas do Grupo Thomas Cook, que incluem os voos e os pacotes de férias, foram canceladas", afirmou a companhia através de uma nota no Twitter. "Lamentamos anunciar que a Thomas Cook cessará sua atividade com efeito imediato. Esta conta não será monitorada. Por favor, visite thomascook.caa.co.uk para mais orientações e informações". 

Pessoas presas na Espanha por cancelamento dos vôos / Crédito: Reprodução

 

O governo do Reino Unido iniciou um programa de retorno para os turistas perdidos pelo mundo. O ministro Boris Johnson ordenou uma realocação dos governantes em auxílio à população. "É um momento muito difícil e estamos com os clientes da Thomas Cook, com as pessoas em férias que agora enfrentam dificuldades para voltar para casa, e faremos o possível para trazê-los de volta", declarou Johnson.

"Devido ao número sem precedentes de clientes britânicos que atualmente se encontram em férias e que foram afetados pela situação, a CAA assegurou uma frota de aviões de todo o mundo para trazer os passageiros de volta ao Reino Unido", disse a CAA em nota. "Os clientes da Thomas Cook no Reino Unido que precisam viajar não devem ir ao aeroporto, pois todos os voos para o Reino Unido foram cancelados", alertou.

O Ministro dos Transportes, Grant Shapps, anunciou que serão realizadas dezenas de voos para trazer os britânicos de volta para casa. “A tarefa é enorme, trata-se da maior operação de repatriação na história britânica desde a Segunda Guerra Mundial", observou Shapps.

O Executivo do Reino Unido irá arcar com as consequências financeiras dos voos e alojamentos de turistas, mas já alertou que ocorrerão "problemas e atrasos" devido à natureza da situação.