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Colares aurorais explicados: Cientistas desvendam mistério por trás do fenômeno que precede a aurora boreal

Novo estudo explica como eles se formam, e como podem causar a tempestade de luzes noturnas

Ingredi Brunato Publicado em 18/08/2020, às 14h00

Imagem ilustrativa representando colares aurorais.
Imagem ilustrativa representando colares aurorais. - Wikimedia Commons

A descoberta foi feita por uma equipe internacional de pesquisadores, que usou modelos de computadores e informações coletadas pela missão THEMIS, da NASA. Segundo relatam, os colares aurorais seriam causados por turbulências no plasma presente na atmosfera terrestre. 

“Essas turbulências no espaço são causadas inicialmente por elétrons mais leves e ágeis, movendo-se com o peso de partículas 2.000 vezes mais pesadas”, diz Evgeny Panov, da Academia Austríaca de Ciências.

O plasma, que é o quarto estado físico da matéria, tem um arranjo de partículas que as deixam altamente condutoras, o que permitiria a formação do fenômeno. Ainda segundo os cientistas, os colares aurorais são uma parte fundamental do processo que desencadeia as auroras boreais. As informações foram publicadas na revista Geophysical Research Letters. 

As nuvens de plasma seriam liberadas pelo Sol — elas podem ser pensadas como um “vento solar” — e capturadas acidentalmente pelo campo magnético da Terra. As colisões entre as moléculas da atmosfera terrestre e as bolhas de plasma flutuantes seriam as responsáveis pela formação dos colares aurorais, que ocupam uma área de até 4000 quilômetros de largura. 

O próximo passo do estudo seria procurar pelo elo seguinte entre os colares aurorais e as tempestades solares que geram o fenômeno óptico da aurora boreal. A teoria inicial dos cientistas é que o campo magnético da Terra seria emaranhado pelo colares, para depois subitamente voltar à maneira como estava antes durante a aurora boreal.