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Coleção de 50 impressionantes estatuetas de terracota é descoberta na Turquia

As esculturas de 2 mil anos representavam mulheres, homens, crianças, divindades, entre outras figuras importantes para a época

Isabela Barreiros Publicado em 29/09/2020, às 13h40

Duas esculturas encontradas em Myra, Turquia
Duas esculturas encontradas em Myra, Turquia - Divulgação/Ministério da Cultura e Turismo e da Universidade de Akdeniz

Uma equipe de arqueólogos descobriu, durante escavações realizadas na cidade de Myra, na província de Antália, na Turquia, uma grande coleção de estatuetas importantes para a história da região. Os pesquisadores catalogaram mais de 50 esculturas de terracota que possuem entre 2 mil e 2.200 anos.

O trabalho foi liderado por Nevzat Çevik, em nome do Ministério da Cultura e Turismo e da Universidade de Akdeniz, e revelou artefatos que representam mulheres, homens, crianças, deuses, deusas, carneiros, cavaleiros, carregadores de frutas, mulheres com filhos, entre outras que ainda não foram identificadas.

Crédito: Divulgação/Ministério da Cultura e Turismo e da Universidade de Akdeniz

 

“Encontramos uma coleção incrível de estatuetas de terracota juntos. Ainda não alcançamos a coleção inteira. É como se o povo de Myra tivesse ressuscitado, corrido junto e alcançado hoje”, disse Çevik. “Intactas e completas, há centenas de outras peças de estatueta pertencentes à coleção, que atualmente inclui 40-50 peças. Quando as peças quebradas se juntam, haverá mais estatuetas também”, acrescentou.

O coordenador ainda explicou: “O fato de as tintas nelas estarem parcialmente preservadas nos mostra a cor das roupas que usavam em sua época. A criação dessa rica coleção de uma extraordinária variedade de estatuetas também nos mostra a tecnologia da época e a arte da estatueta. Dá pistas valiosas sobre o que existia nos séculos 1 e 2 a.C. em Myra”. 

Para Çevik, as descobertas impressionantes “fornecem informações importantes sobre a arte, cultura e crenças dos período, que são obras únicas muito importantes que vemos pela primeira vez”.