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Escola católica dos EUA proíbe livros de Harry Potter

Após conversas com exorcistas, a instituição definiu que os livros incluem maldições e feitiços reais

Joseane Pereira Publicado em 03/09/2019, às 15h00

Um bruxinho mais famoso de Hollywood
Um bruxinho mais famoso de Hollywood - Reprodução

A escola católica St. Edward, de Nashville, EUA, proibiu a leitura da série ficcional Harry Potter, escrita pela autora JK Rowling. Após entrar em contato com exorcistas, o Reverendo Dan Reehil, padre da Escola Paroquial Católica Romana, recomendou que os livros fossem removidos da biblioteca do colégio.

"Esses livros apresentam a magia como o bem e o mal, o que não é verdade, mas de fato é um engano inteligente. As maldições e feitiços usados ​​nos livros são reais e, quando lidos por um ser humano, correm o risco de conjurar espíritos malignos no presença da pessoa que lê o texto", afirmou Reehil ao jornal local Tennessean.

Para funcionários e professores da escola, as maldições e feitiços presentes no livro, como Avada kedavra, a maldição da tortura, o Crucio e a maldição da morte, poderiam ser executadas pelas crianças.

Desde a publicação de Harry Potter e a Pedra Filosofal, em 1997, as obras de Rowling têm sido motivo de preocupação para cristãos. Entretanto, a própria Igreja Católica não tem uma posição oficial sobre a série de livros.

“Cada padre tem autoridade canônica para tomar tais decisões em sua escola paroquial”, disse Rebecca Hammel, superintendente de escolas da Diocese Católica de Nashville. “Reehil está dentro de sua autoridade para agir dessa maneira".