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Com acusação de racismo, Procuradoria Geral da República pede abertura de inquérito contra Abraham Weintraub

Depois de uma publicação em suas redes sociais, a Justiça aceitou os indícios para levar a denúncia contra o ministro adiante

Caio Tortamano Publicado em 15/04/2020, às 07h00

Abraham Weintraub, o ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro
Abraham Weintraub, o ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro - Wikimedia Commons

A Procuradoria Geral da República pediu ao Supremo Tirbunal Federal a abertura de um inquérito contra o ministro da Educação, Abraham Weintraub, depois de uma brincadeira de mau gosto em que satirizava o modo como os chineses falavam e, ainda, alegava que eles poderiam se beneficiar com a pandemia do coronavírus.

Teria sido cometido o crime de racismo contra a etnia chinesa, e o episódio gerou atrito inclusive entre o governo brasileiro e a embaixada da China no Brasil. O embaixador Yang Wanming chamou Weintraub de racista, e o ministro por sua vez apagou a publicação.

O pedido chegou à Procuradoria por meio de uma representação do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que foi acatada pelos procuradores depois de constatado indícios suficientes para levar a denúncia para frente.

Essa é a primeira vez que um mebro do governo Bolsonaro tem uma investigação aberta pela Procuradoria Geral da República. Seis representações contra declarações do presidente acerca do coronavírus foram arquivadas por possível ocorrência de crime de violação de medida sanitária — a quarentena e o distanciamento social.