Notícias » Ucrânia

Com avanço dos russos em Kiev, ucranianos buscam abrigo em estações

Nesta sexta-feira, 25, foram registrados bombardeios na capital da Ucrânia; prédio residencial foi atingido

Penélope Coelho Publicado em 25/02/2022, às 09h03 - Atualizado às 09h14

Destruição em Kiev, nesta sexta-feira, 25
Destruição em Kiev, nesta sexta-feira, 25 - Getty Images

Um dia após o presidente russo, Vladimir Putin, dar sinal verde para o início de uma invasão na Ucrânia, o exército da Rússia está avançando em direção à capital ucraniana, Kiev.

Segundo o Ministério da Defesa ucraniano, os militares russos estão posicionados no distrito de Obolon, conhecido por ser residencial. O local em questão, fica a cerca de nove quilômetros do Parlamento da capital.

De acordo com informações publicadas pelo portal de notícias g1, em meio à escalada das tensões, bombardeiros e ataques aéreos na capital, a população está buscando abrigo para se proteger.

Antes mesmo da chegada dos russos à capital, estações de metrô em Kiev já estavam sendo usadas como abrigo por famílias, para se protegerem. A capital ucraniana possui a estação de metrô mais profunda do mundo. Chamada de Arsenalna, o local fica a 105,2 metros abaixo do nível da rua.

Como noticiado pelo portal IG, nesta sexta-feira, 25, um foguete russo atingiu um prédio residencial em Kiev, ao menos 3 pessoas ficaram feridas. Segundo o ministério do Interior da Ucrânia, pelo menos 33 partes do país foram atingidas por bombardeios russos, em apenas de 24 horas.


Invasão na Ucrânia

Após semanas de tensão entre a Rússia e a Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin iniciou o que chamou de 'operação militar especial' da Rússia na Ucrânia, como repercutiu a Fox News na última quinta-feira, 24. 

De acordo com o veículo internacional, através de um pronunciamento, o presidente da Rússia disse que o confronto com as forças ucranianas é 'inevitável'. 

Tomei a decisão de conduzir uma operação militar especial. Nossa análise concluiu que nosso confronto com essas forças (ucranianas) é inevitável". 

'Consequências'

Putin, que descreve a ação como uma resposta a supostas 'ameaças da ucrânia', mandou recado para nações que tentarem intervir na 'operação'.

"(...) Algumas palavras para aqueles que seriam tentados a intervir: a Rússia responderá imediatamente e você terá consequências que nunca teve antes em sua história", disse ele.

Segundo levantamento preliminar da Polícia Nacional e o Serviço de Guarda de Fronteiras da Ucrânia, até o momento, ao menos 137 pessoas morreram, entre civis e militares, após a invasão. Além do mais, ao menos 20 militares foram feridos nas cidades Nikolaev, Berdyansk, Skadovsk, Myrhorod e Odessa.