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Com falta em capitais, Ministério da Saúde compra 54 milhões de doses da Coronavac

A leva adicional da vacina do Instituto Butantan com a tecnologia da chinesa Sinovac será entregue entre maio e setembro de 2021

Wallacy Ferrari, sob supervisão de Fabio Previdelli Publicado em 17/02/2021, às 07h37

Imagem meramente ilustrativa de vacinas
Imagem meramente ilustrativa de vacinas - Divulgação/Pixabay

Durante a noite da última segunda-feira, 15, o Ministério da Saúde assinou um contrato de fornecimento com o Instituto Butantan para garantir a disponibilidade de doses entre os meses de maio e setembro de 2021 para o cumprimento do Plano Nacional de Imunização (PNI).

O acordo totaliza a produção de mais de 54 milhões de doses e servirá como uma extensão do primeiro contrato da instituição farmacêutica com o ministério, que já entregou 9,8 milhões dos 46 milhões previstos. Na próxima terça-feira, 23, o Butantan retomará o envio da Coronavac para todo o Brasil, prevendo um fluxo de 600 mil doses por dia.

Com dispensa de licitação amparada na Medida Provisória 1.026 — editada no sexto dia do ano pelo presidente Jair Bolsonaro para facilitar a compra de imunizantes — o valor do novo contrato é de R$ 3,142 bilhões, conforme publicado no Diário Oficial da União. A alteração na MP será pautada na Câmara dos Deputados na próxima quinta-feira, 18.

Mesmo com a recusa do líder do governo, a CNN informa que o ministério manifestava concluir a compra de doses adicionais até 30 de maio, mas antecipou a aquisição em meio a uma crise que resultou na interrupção da vacinação em algumas capitais do país.