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Comissão de Direitos Humanos fará audiência sobre desaparecimentos e ocultações de cadáveres

Comissão do Senado fará audiência nesta segunda-feira, 2, após denúncias feitas no último mês

Redação Publicado em 02/05/2022, às 10h51

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Pixabay

Após a reportagem do portal de notícias UOL sobre a descoberta de 201 casos de corpos enterrados em valas clandestinas desde 2016, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado irá realizar nesta segunda-feira, 2, uma audiência que discutirá as denúncias feitas na matéria. 

Diante do desaparecimento de pessoas e ocultação de cadáveres denunciados na mídia, a audiência será realizada às 14h, logo após a reunião da Comissão que visa a votação de projetos. O levantamento do UOL relatou a descoberta de 201 corpos em 41 valas clandestinas em São Paulo e Rio de Janeiro desde o ano de 2016. 

Desaparecimentos e ocultação

A iniciativa é do senador Humberto Costa (PT-PE), atual presidente da comissão. Através de um requerimento, ele indica que desaparecimento e ocultação de corpos existe desde o momento em que o Brasil foi tomado por uma ditadura militar, no entanto, a situação tem tomado novos contornos como consequência dos tribunais paralelos do crime organizado.

Humberto também diz que a ausência da atuação do Estado nas periferias agrava o cenário.

"É impensável que forças obscuras estejam agindo com as próprias mãos, criando as suas próprias leis, como se fossem donos daquelas comunidades; é aterrorizante imaginar que a maioria das vítimas desse tipo de violência jamais teve as suas identidades descobertas, que as famílias dessas pessoas jamais saberão o que houve com os seus entes queridos", diz Humberto através do requerimento.

A Agência Senado revela que a audiência contará com a presença da coordenadora do Programa de Localização e Identificação do Ministério Público do Estado de São Paulo, Eliana Vendramini, e também o convite para o pesquisador Bruno Paes Manso, que engloba o Núcleo de Estudos de Violência da Universidade de São Paulo (USP), além de Carlos Alberto Vilhena, atual chefe da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).