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Comissão de Justiça e Redação da Câmara dos Vereadores do RJ decidem pelo desligamento de Dr. Jairinho

O homem está preso desde 8 de abril, por suspeita de envolvimento na morte do enteado, Henry Borel

Redação Publicado em 19/04/2021, às 09h14

Doutor Jairinho em entrevista
Doutor Jairinho em entrevista - Divulgação / Jornal da Record

De acordo com informações publicadas na manhã desta segunda-feira, 19, pelo portal de notícias UOL, o médico e vereador Jairo Souza Santos Junior, mais conhecido como Jairinho, foi desligado da Comissão de Justiça e Redação da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

A decisão foi publicada hoje no Diário Oficial da Câmara de Vereadores. Até o momento, sabe-se que Dr. Jairinho também foi expulso do Conselho de Ética da Câmara de Vereadores, além de ter o salário cortado.

Jairinho está preso desde 8 de abril e está sendo investigado por autoridades do Rio de Janeiro, por suspeita no envolvimento da morte do enteado, o menino Henry Borel, de 4 anos de idade.

O ato realizado pelo presidente da Câmara, Carlo Caiado, é considerado como a comissão mais importante da Casa. Segundo revelado na publicação, a decisão levou em conta o fato de o vereador também ter sido expulso do partido Solidariedade, o que aconteceu após a prisão do médico.


Relembre o caso

No domingo de 7 de março de 2021, o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.