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Comunidades indígenas receberam mais de 100 mil doses de cloroquina para tratar covid-19

O envio do Ministério da Saúde foi levantado durante debate da CPI da Pandemia durante a última terça-feira, 25

Redação Publicado em 26/05/2021, às 09h56

Imagem ilustrativa de medicação
Imagem ilustrativa de medicação - Domínio Público / Unsplash

Durante o depoimento da secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, um dado foi levantado sobre a recomendação do uso de remédios sem eficácia comprovada.

De acordo com a CNN, em 30 de junho e 5 de julho do ano passado, comunidades indígenas receberam milhares de unidades de cloroquina e azitromicina.

O dado, registrado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) — que é ligada aos ministérios da Saúde e Defesa — aponta que as aldeias Suru-cucu, Auaris, Uiramu-ta, Flexal e Ticoça, todas de Roraima, receberam 100,5 mil comprimidos da cloroquina 150 mg e 16.158 comprimidos de e azitromicina 500 mg e 600 mg.

Os remédios foram enviados junto a quatro toneladas de equipamentos destinados ao combate à crise sanitária do novo coronavírus, incluindo suprimentos médicos e itens de higiene e proteção pessoal destinados para 1.762 profissionais da saúde instalados nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Yanomami e Leste de Roraima.

Em resposta a apuração do veículo, o Ministério da Saúde justificou que os medicamentos estão na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) como combatentes da malária e, por tal fator foi enviado — mas não incluiu a primaquina, remédio que deve ser administrado junto à cloroquina para a concretização do tratamento contra a malária.

Sobre a Covid-19

De acordo com as últimas informações divulgadas pelos órgãos de saúde, atualmente, o Brasil registra 16,2 milhões de pessoas infectadas, e as mortes em decorrência da doença já chegam em 452 mil no país.  

Em 1º de dezembro de 2019, o primeiro paciente apresentava sintomas do novo coronavírus em Wuhan, epicentro da doença na China, apontou um estudo publicado na revista científica The Lancet em fevereiro deste ano.  

De lá pra cá, a doença já infectou 168 milhões de pessoas ao redor do mundo, totalizando mais de 3,49 milhão de mortes, sendo mais de 452 mil delas apenas no Brasil, que está no 2º lugar entre os países onde mais pessoas morreram por complicações da Covid-19.