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Concorde: Os 50 anos de um dos aviões mais rápidos do mundo

Produzido até 1978, o supersônico ficou marcado pelo terrível acidente ocorrido em julho de 2000

Letícia Yazbek Publicado em 06/03/2019, às 14h39

Concorde no Aeroporto de Farnborough, 7 de setembro de 1974
Wikimedia Commons

Era 2 de março de 1969 quando o Concorde, avião comercial supersônico, fazia seu primeiro voo. A aeronave revolucionou o panorama das viagens de longa distância, atingindo velocidades de até 2179 quilômetros por hora. O trajeto Paris-Nova York, que costuma levar cerca de 8 horas, era feito em apenas 3h30 pelo Concorde.

No último sábado, em comemoração aos 50 anos do primeiro voo do Concorde, milhares de entusiastas da aviação se reuniram em 17 museus e aeroportos, onde unidades da aeronave estão expostas, como o Museu Aeronáutico de Yeovilton, Somerset, Inglaterra; o aeroporto de Londres Heathrow; o aeroporto de Manchester e o Museu Aeroespacial de Le Bourget, França.

Produzido entre abril de 1965 e o fim de 1978 pelo consórcio formado pela British Aircraft Corporation e a Aerospatiale, o Concorde passou por quinze meses de testes em solo. No voo inaugural, partiu do Aeroporto de Toulouse, na França – comandado pelo piloto de testes Andre Turcat, e permaneceu 27 minutos no ar.

Concorde exposto no Aeroporto de Londres Heathrow

 

O supersônico, que media 61,66 metros de comprimento e tinha envergadura de 25,6 metros, era caracterizado por ter um “nariz” inclinado, que proporcionava uma melhor visibilidade da pista.

O Concorde foi operado pelas companhias British Airways e Air France a partir de 21 de janeiro de 1976, quando foram iniciados os voos comerciais. Das 20 unidades produzidas, apenas 14 operaram comercialmente – as outras seis foram usadas para treinamento da tripulação e testes de rota e de resistência.

Em 25 de julho de 2000, um Concorde da Air France, com destino a Nova York, caiu logo após a decolagem – as 109 pessoas que estavam a bordo morreram, além de quatro no solo. O acidente foi provocado por um incêndio no motor, causado por uma peça que se soltou minutos antes da decolagem.

O Concorde retornou ao transporte comercial de passageiros em novembro de 2001, mas, em 2003, em meio à crise econômica mundial e as consequências do 11 de setembro, as companhias decidiram encerrar os voos comerciais da aeronave. Os altos preços das passagens e impossibilidade de competitividade no mercado também pesaram na decisão.

Neste final de semana, um voo especial foi realizado do aeroporto de Londres Heathrow para o aeroporto de Filton, em Bristol, cidade onde foi produzido o primeiro Concorde.