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Notícias / Guerra Fria

Conselheiro britânico diz que mundo dialogava melhor na Guerra Fria

Em palestra, Stephen Lovegrove falou sobre a falta de conversas entre nações, algo que era mais recorrente na Guerra Fria

Fabio Previdelli Publicado em 28/07/2022, às 15h25

Manifestantes durante a noite que derrubou o muro da vergonha - Getty Images
Manifestantes durante a noite que derrubou o muro da vergonha - Getty Images

Durante uma palestra no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington, capital dos EUA, Stephen Lovegrove, conselheiro de segurança nacional do Reino Unido, comentou que o diálogo entre Europa e EUA com Rússia e China não tem sido o suficiente; o que pode aumentar o risco de conflito nuclear

Lovegrove foi além e apontou que as potências rivais melhor se entendiam durante o período da Guerra Fria. O conselheiro ainda ressaltou que a falta de diálogos atualmente tornou mais propício os erros de avaliação, alertando que o mundo vive uma “nova era de proliferação” de armas perigosas que possuem um acesso mais fácil.

Na citação obrigatória de Churchill, queremos 'jaw-jaw not war-war'”, declarou. Em tradução livre, o termo seria algo como ‘cara a cara, não guerra’. 

Negociações entre China e EUA

A fala de Lovegrove acontece, segundo repercutido pela BBC, dias antes dos presidentes Joe Biden (EUA) e Xi Jinping (China) conversarem por telefone. Embora uma data ainda não esteja definida, é esperado que os dois dialoguem nos próximos dias, algo que não acontece desde março.

O teor da conversa deve ser as tensões sobre Taiwan, além de debaterem as tarifas impostas às importações chinesas durante o governo de Donald Trump

Durante a palestra, o conselheiro falou sobre as implicações causadas pela invasão da Rússia à Ucrânia, o que ele classificou como "uma disputa muito mais ampla se desenrolando sobre a ordem sucessora à ordem internacional pós-Guerra Fria".

Devemos tomar medidas precoces para renovar e fortalecer as medidas de construção de confiança para... reduzir, ou mesmo eliminar as causas da desconfiança, medo, tensões e hostilidades", apontou. 

"[Tais medidas] ajudam um lado a interpretar corretamente as ações do outro em uma situação pré-crise por meio de uma troca de informações confiáveis e ininterruptas sobre as intenções de cada um”, explicou. "A confiança cresce quando os Estados são abertos sobre suas capacidades e planos militares."