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Conselho de Enfermagem de São Paulo condena 'fantasias' de enfermeiras

O posicionamento do órgão aconteceu logo depois que Bruna Marquezine publicou fotos suas com o figurino no Dia das Bruxas

Pamela Malva Publicado em 04/11/2021, às 13h00

Fotografia de Bruna Marquezine vestida de enfermeira
Fotografia de Bruna Marquezine vestida de enfermeira - Divulgação/ @brunamarquezine

No último final de semana, diversos artistas e formadores de opinião utilizaram das redes sociais para compartilhar suas elaboradas fantasias de Halloween. A atriz Bruna Marquezine, por exemplo, publicou uma foto sua vestida de enfermeira.

O problema é que, para o Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), o figurino da artista de 26 anos foi bastante problemático. Em nota oficial emitida na última terça-feira, 2, o órgão comentou a escolha da atriz.

"É inadmissível que a fantasia de enfermeira, utilizada em carnavais, festas de halloween e sátiras continue sendo tolerada pela sociedade, sobretudo por formadores de opinião", pontuou a nota oficial. “Repudiamos veementemente essa conduta, pois ela incentiva a sexualização de uma categoria que há décadas luta por valorização e respeito".

 
 
 
 
 
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Uma publicação compartilhada por Coren-SP (@corensaopaulo)

 

Em resposta, Marquezine publicou uma nota em seu Twitter. "A todas as profissionais de enfermagem, friso aqui meu total respeito à categoria”, escreveu a artista. “Eu as vejo como heroína. Jamais seria minha intenção causar qualquer desvalorização à classe na escolha de uma fantasia de Halloween.”

Pouco depois, a atriz ainda respondeu à uma publicação do Conselho Federal de Enfermagem, que pontuava que “diante dos efeitos nefastos que esse tipo de atitude pode estimular, o Cofen espera que ela [Bruna] se retrate, para evitar uma ação judicial”.

“Isso é uma ameaça?”, questionou a atriz. Em resposta, diversos internautas também entraram na discussão. De um lado, alguns defenderam a artista, criticando o fato dela ter sido supostamente ameaçada apenas por sua fantasia. Do outro, enfermeiras pontuaram que, de fato, lutam há décadas contra a sexualização de sua profissão.