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Conselho Regional de Medicina do Rio suspende de maneira temporária o registro de Jairinho

Caso seja condenado, a cassação do registro de medicina de Jairinho pode se tornar definitiva

Redação Publicado em 11/06/2021, às 09h53

Jairinho durante sessão da Câmara de Vereadores, em 2019
Jairinho durante sessão da Câmara de Vereadores, em 2019 - Divulgação/Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio

De acordo com informações publicadas nesta sexta-feira, 11, pelo portal de notícias G1, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), notificou hoje, 11, a suspensão temporária do registro de medicina de Jairo Souza Santos Júnior, popularmente conhecido como Dr. Jairinho.

Sabe-se que o médico e vereador está preso e se tornou réu no caso da morte do enteado, o menino Henry, de 4 anos, morto em 8 de março deste ano.

De acordo com o Cremerj, a medida de suspensão acontece de forma preventiva para garantir a boa prática da medicina. O Conselho informou que a decisão se baseia em uma possível infração ao Código de Ética Médica.

O Cremerj investiga se Jairo burlou a regra referente a “causar dano ao paciente por ação ou omissão, por imprudência, imperícia ou negligência", e quer entender se o homem não prestou assistência ao enteado, Henry, no dia de sua morte.

O processo do Cremerj segue em andamento e corre sob sigilo. Caso o carioca seja condenado, ele pode receber advertências e até ter seu registro suspenso de maneira definitiva.


Relembre o caso Henry

No domingo de 7 de março de 2021,o engenheiro Leniel Borel deixou seu filho Henry na casa da mãe do garoto, sua ex-esposa Monique. Segundo a mulher, via UOL, o menino teria chegado cansado, pedindo para dormir na cama que ela dividia com Jairinho.

Por volta das 3h30 da madrugada, o casal foi verificar o pequeno e acabou encontrando Henry no chão, já desacordado. Monique e o vereador levaram o garoto às pressas para o hospital, enquanto avisavam Leniel, que, desconfiado, abriu um Boletim de Ocorrência.

O caso começou a ser investigado no mesmo dia e, até hoje, a polícia já ouviu cerca de 18 testemunhas. Tendo em vista que a morte do garoto foi causada por “hemorragia interna e laceração hepática [danos no fígado] causada por uma ação contundente”, os oficiais já reuniram provas o suficiente para descartar a hipótese de um acidente, segundo o G1.

O inquérito, no entanto, ainda não foi concluído e, dessa forma, nenhum suspeito foi acusado formalmente, mesmo que a polícia acredite que trate-se de um assassinato. Da mesma forma, falta esclarecer o que realmente aconteceu com Henry naquele dia.