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Construção de rodovias no Egito pode causar danos em monumentos históricos, temem arqueólogos

Embora as obras já tenham sido vetadas anteriormente pela UNESCO, mas foram retomadas recentemente

Ingredi Brunato Publicado em 24/09/2020, às 15h15

Fotografia das três pirâmides de Gizé, a maior delas no meio.
Fotografia das três pirâmides de Gizé, a maior delas no meio. - Wikimedia Commons

O veículo de notícias voltado para o Oriente Médio, Al-monitor, publicou hoje, 24, uma matéria divulgando a preocupação de arqueólogos em relação às duas rodovias que estão sendo construídas próximas de pirâmides presentes na antiga capital do Egito, a cidade de Memphis. 

Essas novas estradas poderiam causar danos aos tesouros arqueológicos presentes na região, sendo esses não só as mais de 38 pirâmides mas também outras relíquias da histórica necrópole de Memphis, como os mais de 9 mil túmulos datados de todas as dinastias egípcias, e depois do Período Greco-Romano. Outra preocupação é também a facilitação de roubos de artefatos. 

“É estranho que uma das vias esteja sendo reconstruída depois de ter sido suspensa em 1995 na sequência da intervenção da UNESCO para garantir a conservação dos sítios arqueológicos da zona”, afirmou um arqueólogo que preferiu permanecer em anonimato, em entrevista ao Al-Monitor. 

Vale lembrar que a Grande Pirâmide de Gizé é a última das sete maravilhas a estar praticamente intacta, e foi tornada um patrimônio mundial da UNESCO em 1979. “Esta cidade é a história do antigo Egito e seu patrimônio deve ser preservado.”, concluiu o arqueólogo.