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Construído há 2.300 anos, sistema de encanamento de Pompeia voltará a funcionar na Itália

O Parque Arqueológico de Pompeia se prepara para concluir a restauração de sistema de drenagem construído no século 3 a.C.

Wallacy Ferrari Publicado em 12/02/2020, às 13h06

Arqueólogo analisando a aplicação do encanamento na obra
Arqueólogo analisando a aplicação do encanamento na obra - Parque Arqueológico de Pompéia

Uma das mais catastróficas erupções vulcânicas da história da humanidade, a erupção do Vesúvio, em 79 d.C., destruiu Pompeia e matou toda a população presente na cidade, entretanto, ainda há resquícios que foram possíveis de recuperar: seu sistema de drenagem, que estava em desenvolvimento desde o século 3 a.C., voltará a funcionar como um sistema de encanamento, usando a estrutura e rota original.

Com 457 metros construídos, arqueólogos do Parque Arqueológico de Pompeia acreditam que os canais se ramificam por um par de reservatórios que foram construídos no centro antigo da cidade, durante o período helenístico até o período republicano, pouco antes da erupção.

Quando reabertos, impressionaram pela suas condições quase intactas e logo os túneis começaram a serem limpos pela Prefeitura em 2018 com uma técnica que não poderia interferir em outras estruturas históricas do sítio arqueológico de Pompeia.

Massimo Osanna, diretor geral do projeto de restauração, falou sobre a conservação dos túneis para o The Times: “O fato de podermos fazer isso é uma prova das excelentes habilidades de engenharia da época”.

Apesar da boa conservação, Massimo afirma que também foram identificados possíveis problemas em reativar os tubos de drenagem, mas que a principal necessidade é preservar as características históricas.

“Graças à colaboração de especialistas em vários setores, podemos reunir dados cada vez mais precisos como resultado de habilidades especializadas, como nunca foi empregado em outros períodos de escavação ou estudo”, concluiu o diretor.