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Coordenadora de programa para refugiados lamenta assassinato de Moïse Kabagambe

O congolês Moïse Kabagambe foi espancado até a morte, após cobrar dono de quiosque por salário atrasado; caso aconteceu no RJ

Penélope Coelho Publicado em 01/02/2022, às 11h05

Quiosque onde Moïse Kabagambe trabalhava e fotografia do jovem
Quiosque onde Moïse Kabagambe trabalhava e fotografia do jovem - Divulgação/TV Globo

Em entrevista concedida ao portal de notícias g1, a assistente social Aline Thuller — que atualmente cuida do Programa de Atendimento a Refugiados da Cáritas, no Rio de Janeiro — lamentou a morte do congolês Moïse Kabagambe, de 24 anos.

No último dia 24, o jovem foi espancado até a morte por cinco homens. Segundo revelado na reportagem, na ocasião, ele cobrava o patrão pelo salário atrasado no quiosque em que trabalhava, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do RJ.

O crime brutal foi filmado pelas câmeras de segurança do local e está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da capital fluminense.

Aline conheceu Moïse no ano de 2011, através do programa em que trabalha. A assistente social revelou que ficou horrorizada com as circunstâncias da morte do jovem, que junto com sua família veio do Congo para o Brasil, como refugiado político:

"Quando eu vi na TV o que aconteceu, a sensação que tive é de que era mentira, que não era verdade. Era um menino muito próximo da gente. Até o ano passado, ele participou de atividades com a gente de orientação para o mercado de trabalho", disse.