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Corpo da vítima do tsunami no Japão: relembre o fato mais intrigante da semana

A poucos dias de a tragédia completar uma década, o cadáver de uma mulher, que estava desaparecida desde 2011, foi identificado

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 06/03/2021, às 11h00

Imagem da catástrofe de Fukushina, em 2011
Imagem da catástrofe de Fukushina, em 2011 - Divulgação

Em 2011, o leste do Japão viveu uma tragédia que causou a morte de quase 16 mil mortes, e o desaparecimento de 2.500 cidadãos, de acordo com um levanamento feito em dezembro do ano passado pelo país. Na época, o que atingiu a região foi considerado o sétimo maior terremoto já registrado na História.

Depois disso, um tsunami com ondas de até 40 metros causaram uma enorme destruição. Como se não fosse o suficiente, o derretimento de três reatores na usina nuclear de Daiichi causaram um acidente nuclear na cidade de Fukushima

Desde 2012, nenhum corpo de vítimas da tragédia foi encontrado. Isso mudou na última semana, quando autoridades japonesas revelaram a descoberta do corpo de uma mulher que morreu durante o tsunami que atingiu o país em 2011. 

Conforme noticiado pelo UOL na última sexta-feira, 5, o corpo da vítima foi identificado a apenas alguns dias de a tragédia completar exatamente uma década, em 11 de março. 

Um porta-voz da instituição afirmou que “restos de um esqueleto, incluindo um crânio, foram encontrados em 17 de fevereiro” na praia de Higashimatsushima, que fica na província de Miyagi, no nordeste do país

Para nomear de quem era aquele corpo, especialistas conduziram análises de DNA e dentárias nos restos mortais encontrados. Por meio das pesquisas, foi possível assinalar que se tratava de uma mulher de 61 anos que estava, até então, com o status de desaparecida após a tragédia. Era Natsuko Okuyama

O filho da mulher disse em entrevista à agência de notícias Kyodo que estava grato pelas autoridades terem encontrado o corpo de sua mãe. "Estou muito feliz que minha mãe reapareceu na véspera do 10º aniversário, Isso vai me permitir colocar minhas emoções em ordem e seguir em frente”, afirmou.

Ainda que a notícia de Okuyama tenha levado conforto à família, existem mais de 2.500 pessoas que ainda estão desaparecidas.