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Corpo descoberto em caverna pode ser de jornalista investigativo que desapareceu em 1970

Mauro de Mauro teria sido assassinado pela máfia italiana há 50 anos; seu corpo nunca foi encontrado

Isabela Barreiros Publicado em 17/11/2021, às 08h00

Mauro de Mauro, jornalista investigativo italiano
Mauro de Mauro, jornalista investigativo italiano - Wikimedia Commons

Na última semana, uma sonda localizou o corpo de um homem de cerca de 50 anos em uma caverna no Monte Etna, na Itália. As autoridades investigam a possibilidade de os restos mortais pertencerem ao jornalista investigativo Mauro de Mauro, que desapareceu em 1970.

Suspeita-se de que o repórter tenha sido morto pela máfia italiana há 50 anos. Ele desapareceu no dia 16 de setembro de 1970, na rua de casa, enquanto investigava organizações de petróleo para o filme “O Caso Mattei” (1972), de Francesco Rosi, e teria informações sobre o suposto assassinato de Enrico Mattei.

O corpo foi descoberto em uma gruta de difícil acesso e a descrição feita pela polícia fez com que a filha do jornalista, Franca De Mauro, entrasse em contato com as autoridades; De Mauro também tinha malformações na boca e no nariz, causadas por um ferimento durante a Segunda Guerra Mundial.

Além do cadáver, foram encontrados objetos pessoais, os quais ela não reconheceu. Franca afirmou às autoridades que não se lembrava de ter visto o pai carregando um pente, como aquele descoberto ao lado do corpo, por exemplo, de acordo com informações do portal UOL.

Para continuar a investigação, um teste de DNA deverá ser feito para comparar o material genético com o de Franca e verificar se o corpo é ou não do pai dela. As autoridades ressaltam que o jornalista é uma das hipóteses investigadas e que mais possibilidades estão sendo examinadas pela polícia.

“Nesse momento, não estamos excluindo nada”, afirmou o tenente coronel Massimiliano Pacetto ao jornal britânico The Guardian.