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Crânio encontrado sugere que tigres dente-de-sabre eram bem maiores do que se acreditava

Um fóssil pesquisado por uruguaios mudou completamente os parâmetros utilizados para descrever o gigante felino que habitava a América do Sul na Pré-História

Caio Tortamano Publicado em 24/03/2020, às 07h00

Ilustração de um tigre dentes-de-sabre
Ilustração de um tigre dentes-de-sabre - Wikimedia Commons

Pesquisadores na Universidade da República do Uruguai encontraram o crânio de um tigre dentes-de-sabre com 40 centímetros, tornando as espécies de Smilodon populator já encontradas bem pequenas se comparadas com esse espécime.

Aldo Manzuetti, responsável pela medição, afirmou que estava com medo de ter errado algo, mas que depois de diversas tentativas ficou claro que se tratava de uma fera de 435kg. Vivendo na região sul-americana, o animal conseguia caçar presas muito maiores que ele. O local era propício pra isso, já que existiam animais herbívoros de grande porte, como a preguiça gigante.

Encontrado pela primeira vez em uma caverna do Brasil, em 1842, a criatura viveu durante o período Pleistoceno, juntamente com outros grandes predadores e espécies menores do Smilodon. O fóssil é, definitivamente, o maior encontrado até agora.

Maior e mais novo crânio de Smilodon populator / Crédito: Aldo Manzuetti

 

Além de seu tamanho descomunal, o crânio traz uma evidente fratura em sua frente. Isso leva os pesquisadores a acreditar que a besta pré-histórica pode ter sido atacada por outro animal que se defendia usando dentes-de-sabre.