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Crânios fossilizados indicam a realização de rituais vikings macabros

Estudo revela que local escolhido pelos vikings para o sepultamento de crianças não era nada convencional

Penélope Coelho Publicado em 24/04/2020, às 12h56

Imagem de um do crânios analisados
Imagem de um do crânios analisados - Divulgação

Marianne Hem Eriksen, arqueóloga da Universidade de Oslo, analisou junto com sua equipe, mais de 40 crânios fossilizados. Os artefatos localizados na Escandinávia datam a época da Idade do Ferro. Os fósseis correspondem ao fim da Era Viking, segundo informações da rede de televisão NRK.

Durante essa pesquisa, fatos intrigantes vieram à tona, evidência de alguns rituais macabros feitos na Era Viking com crianças. Pedaços de caveiras e cadáveres de bebês foram encontrados enterrados embaixo de portas e pisos das próprias residências vikings.

“Se você for a fontes escritas na Escandinávia e no norte da Europa, verá que matar crianças não era incomum  na época e, até certo ponto, socialmente aceito”, diz a arqueóloga.

Crânio encontrado embaixo de um piso / Crédito: Divulgação 

 

Segundo a pesquisadora, isso acontecia porque esses povos cultivaram a tradição de manter os bebês que morriam por perto: "Partes de corpos às vezes eram colocadas em torno de fazendas e dentro das casas. Isso pode não ter sido por acaso [...] deve ter sido importante para eles terem seus mortos por perto. Obviamente tinha algum sentido.", afirmou Eriksen.

A partir desse estudo, algumas teorias antigas de rituais vikings citados pela literatura foram questionados. Por exemplo, o pressuposto de que o corpo desses povos eram queimados e colocados em barcos, ou, enterrados em túmulos tradicionais junto com seus itens mais valiosos.

Para os pesquisadores, na era vikings, os crânios tinham um valor especial e poderiam ser reconhecidos com uma espécie de amuleto e por isso, eram mantidos por perto.