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Cratera abre nas ruas de Roma e revela antigo pavimento imperial próximo ao Panteão

Os fragmentos de piso eram fabricados em pedra e saíram praticamente intactos do buraco

Vanessa Centamori Publicado em 19/05/2020, às 12h12

Cratera que abriu em Roma
Cratera que abriu em Roma - Divulgação / Superintendência Especial de Roma

No último dia 27 de abril, em pleno lockdown em Roma, um buraco se abriu próximo ao famoso Panteão, espécie de templo reconstruído pelo Imperador Adriano. Agora, a Agenzia Nazionale Stampa Associata (ANSA) informou que a cratera revelou um tesouro inesperado: um antigo pavimento imperial, fabricado a partir de pedras. 

Segundo a ANSA, o material provavelmente fazia parte da pavimentação colocada quando o estadista Marcus Agrippa , vice do primeiro imperador de Roma, Augusto, supervisionava a construção inicial do Panteão. 

Um incêndio destruiu a construção de Agripa em 80 d.C. Trinta anos depois, um raio derrubou a segunda estrutura montada no mesmo local. Até que, por volta de 125 d.C, o imperador Adriano ergueu o edifício visto hoje.

Fragmento do pavimento imperial de Roma / Crédito: Divulgação / Superintendência Especial de Roma

 

Os pedaços do piso imperial não são algo inédito. De acordo com a agência de notícias, a primeira vez que achados arqueológicos desse tipo foram feitos no local foi nos anos 1990. Desde então, vários fragmentos de pavimentos imperiais são encontrados em Roma. 

Dessa vez, mais de vinte anos após essa descoberta inicial, os pedaços do antigo pavimento saíram intactos e protegidos por uma camada de pozolano fino - um material que age como cimento quando exposto à umidade, segundo informou a superintendente especial de Roma, Daniela Porro.