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Cratera de quase 5 mil km, formada há 100 milhões de anos, é identificada na Austrália

Mineiros encontraram evidências físicas de que um meteorito pode ter caído no local

Isabela Barreiros Publicado em 29/09/2020, às 07h00

Representação em 3D da cratera na Austrália
Representação em 3D da cratera na Austrália - Divulgação/Resource Potentials

Mineiros de ouro descobriram um peculiar e enorme buraco em uma região conhecida como Outback, na Austrália Ocidental, que se trata de uma área ampla e árida. Pensando que talvez a descoberta pudesse ser mais que uma simples abertura no solo, convocaram pesquisadores, que analisaram o local.

Os estudiosos perceberam, por meio de evidências físicas que foram encontradas, que tratava-se de uma cratera, causada por um meteorito. Segundo o geólogo e geofísico Jayson Meyers, “com base em sua posição e níveis de erosão e parte do solo que está enchendo as laterais, estimamos que possa ter cerca de 100 milhões de anos”.

Eles encontraram, no buraco que tem pelo menos 4,8 quilômetros de extensão, cones, que são formados devido ao enorme impacto de um objeto no solo, através de ondas de choque. Esses materiais são '”sinais reveladores do impacto de um meteorito”. 

Cones de tiro descobrtos / Crédito: Divulgação/Resource Potentials

 

Além disso, material vegetal antigo também foi recuperado para que se possa buscar por pólen microscópico, possível indicador de quando ocorreu a queda do meteorito. Por meio de pesquisas eletromagnéticas, os pesquisadores desenvolveram representações em 3D para a cratera, que foi nomeada de Cratera Ora Banda. 

“A cratera Ora Banda foi uma espécie de presente”, disse Meyers. “Os geólogos que estavam trabalhando nisso estavam perfurando buracos para ouro e viram algumas rochas muito incomuns. Eles tinham na mente que isso realmente não se encaixava em nada mais que eles viram e pensaram que isso poderia ser o resultado de um impacto de meteorito”, afirmou.

No entanto, por mais que os especialistas datem a cratera de 100 milhões de anos, é possível que ela tenha acontecido em algum momento entre 250 milhões e 40 milhões de anos atrás.